segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um barquinho,
Solto,
Em uma tempestade em maré alta.
É um grito de solidão,
No meio de tantas agonias,
De tantas beiradas à morte!
O que dói mais?
Quase morrer ou não dar bola pra isso?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meu papel em branco

Quintana,
Não me é triste
Quando calam minhas palavras.
O que me preocupa é outra coisa.
Não acho em teus livros,
Nem em tuas páginas soltas.
Teve também, algum momento,
Sem ter palavras a calar?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Além de tudo isso!

Todo mundo têm.
E ainda acham,
Que o mundo gira em torno disso.
E quem não têm,
É que sabe,
Que o mundo é muito maior,
E muito mais bonito,
Pra girar em torno de um umbigo!

domingo, 28 de março de 2010

Meu sonhos,
Ah,
Eram tão mortos!
E agora são tão vivos...
Que ao levantar,
Esqueço de deixá-los no travesseiro.

sábado, 13 de março de 2010

Desisto de tentar abraçar o mundo.

Vou deixar ele me abraçar,

Assim como todo mundo.

Vai me engolir aos pouquinhos...

Nós estamos sempre inventando,

Alguma coisa para sorrir.

E complicamos tanto!

Uma coisa tão simples!

É só não inventarmos nada,

Para chorar.

Um dia é sempre igual ao outro,

Depende a fresta pela qual se vê.

Em cima do corpo, só se traz o que se sente.

Quem diz que o corpo se separa da alma,

Certamente não tem nenhum dos dois.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tão bom ver-te sorrir; Sabendo que eu sorrio por ti.

Girassóis

O vento

Gira tudo.

Sem dó nem piedade,

Piedade ninguém tem.

E volta e meia,

Eu ainda encontro,

Algum sol ou nuvem,

Girando por aí,

Por ninguém.