segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gotas transparentes

Agora o que resta,
É tomar um banho.
Aqueles em que as gotas
Ficam na ponta dos cílios.
Aqueles em que o calor
Tenta lavar a alma.
Em que o vapor,
Faz-me olhar lá no fundo.
Não adianta decepcionar-se
E não olhar para dentro.

Tum... Tum...

O coração dói quando palpita devagar,
Porque se sente o motivo de cada batida.

Aquela ferrugem entre os dedos

O cansaço não me deixa
Segurar-me nas cordas,
E lutar pelo que deveria ser meu.
Eu simplesmente largo tudo no ar,
Com dor nas juntas.
Aquela dor enferrujada.

Mais uma da chuva.

A chuva aparece quando nada tem mais jeito...
Não que ela queira estragar tudo,
É que ela não tem jeito mesmo,
De aparecer em meio a alegria...
Infeliz é quem não entende a tristeza dos outros.

sábado, 2 de abril de 2011

Mais uma do sol

O sol ilumina tudo.
Triste é quando não consegue
iluminar os menores cantos.

domingo, 13 de março de 2011

Os meus olhos recuaram,
assim como o dia recuou:
o céu fez-se cinza,
foi o vento que voltou.
Quando o dia quer ser preto e branco,
até a flor mais viva,
da minha janela,
perde a cor.
Esses dias sombrios,
não menos bonitos,
são como um tabuleiro de xadrez.
Um retrato em grafite.
Essa hora
em que o dia me abraça
me esquenta por fora,
mas congela por dentro.
Os meus olhos vêem tudo claro demais,
a minha pupila rege o meu mundo.
Eu vejo escuro quando quero.
O estranho é que eu nunca mais fiz nada por alguém. Até sofrer, agora eu sofro por mim mesma.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Isso é normal para o tipo de gente de vocês."

Odeio gente que se acha importante por achar-se diferente dos outros. Quando apenas nós notamos nossa diferença, é porque algo está errado. Às vezes, para conviver com outras pessoas, é necessário perceber que de alguém sempre podemos tirar algo bom. E nunca, nunca pensar que tu és demais para se misturar com "esse tipo de gente de vocês". É uma regra simples de convivência, para quem quer ter convivência: Tu não podes apenas conviver com o teu "tipo de gente". Aprender a conviver é aprender a se jogar no meio dessa mistura entre flores e espinhos. Nada é tão bom, para não ficar melhor ainda misturado.