Uma fila de gente,
Me interrogando por aí...
Tentando achar em mim,
O que eles querem saber
Sobre si mesmos.
Uma fila de gente,
Me interrogando por aí...
Tentando achar em mim,
O que eles querem saber
Sobre si mesmos.
Procuro alguma coisa,
Que não me esconderá.
Mas esse bendito poema,
Mesmo falando de mim,
Me deixa por trás dessas letras
E espaços em branco.
Num porto,
Onde nenhum barco saía,
E nenhum chegava...
Às vezes,
Eu ficava esperando por nada...
Só por saber e não me iludir,
Que um dia,
Alguma coisa chegaria...
Ela vinha com um vestido...
Sempre de cor diferente.
Os outros diziam que era sempre igual.
Mas pra mim,
Tudo nela,
As roupas dela,
E o seu rosto,
Acompanhavam a cor do dia.
Se eu pudesse sair correndo,
Gritando para todo mundo ouvir...
Se eu pudesse fazer isso,
Então eu poderia também sair voando.