As ideias se rastejam pela escada,
escorrendo de degrau para degrau,
deixando a marca no chão.
O chão de quem pisa forte,
de quem não pensa nem em vida,
nem em morte,
e sobrevive para ocupar um lugar.
As ideias, sem administração,
gastaram o novo sem nenhum destino,
ficaram ali como se fosse algo velho.
Quem quer pensar colorido,
quebrar, com a cabeça, o muro.
Às vezes esquece de lembrar.
Acaba deixando as ideias passarem.
As ideias que hoje estão no mesmo degrau
da pedra que caiu do sapato
de quem caminha sem olhar por onde.
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Rápidas soluções para os problemas
Tampou o sol com a peneira e fritou-o, assim mesmo, com as nuvens.
Pediu para eu poder passar
Sem pisar no teu peito pequeno
Que não aguenta tanto peso
Quanto mais meu caminhar.
O problema não era o passo,
Mas a frequência do meu palpitar,
Que acabava deixando tão pouco,
O teu amor sempre passageiro.
Pisei, então, de leve.
Quase me fiz feito pluma.
Pulei, às vezes, alguma
tristeza que sem querer
Deixei prolongar.
Pousei então, como amiga,
Mas eu já estava de partida,
Sabendo a pontada que é saber
Que a porta ia se fechar.
Sem pisar no teu peito pequeno
Que não aguenta tanto peso
Quanto mais meu caminhar.
O problema não era o passo,
Mas a frequência do meu palpitar,
Que acabava deixando tão pouco,
O teu amor sempre passageiro.
Pisei, então, de leve.
Quase me fiz feito pluma.
Pulei, às vezes, alguma
tristeza que sem querer
Deixei prolongar.
Pousei então, como amiga,
Mas eu já estava de partida,
Sabendo a pontada que é saber
Que a porta ia se fechar.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Pôr do sol de hoje
Passei meus olhos
Em um céu laranja.
Resolvi passar meus dentes,
E mordi.
A laranja maior,
Com gosto de mundo,
Com um pouco de nuvem,
E umas pontas de chaminés.
Guardei um pedaço,
Um pouco molhado,
Mas bastante grande.
Que ideia! Manter o céu,
Embaixo de um telhado.
E sorri sem graça,
Com uns gomos nos dentes,
Na verdade era gente,
Que caminhava na rua.
Cometi o engano,
De confundir céu com fruta,
E no mesmo momento,
Eu tive altura pra devorar.
Em um céu laranja.
Resolvi passar meus dentes,
E mordi.
A laranja maior,
Com gosto de mundo,
Com um pouco de nuvem,
E umas pontas de chaminés.
Guardei um pedaço,
Um pouco molhado,
Mas bastante grande.
Que ideia! Manter o céu,
Embaixo de um telhado.
E sorri sem graça,
Com uns gomos nos dentes,
Na verdade era gente,
Que caminhava na rua.
Cometi o engano,
De confundir céu com fruta,
E no mesmo momento,
Eu tive altura pra devorar.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Temporal
As camadas dos prédios
foram caindo
como um pão em fatias,
em que se abre o saco
e todas elas caem para um lado.
foram caindo
como um pão em fatias,
em que se abre o saco
e todas elas caem para um lado.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ovelha
Não sei se vem de todo o leite que ela toma,
ou de todos os livros que ela lê!
Só sei que toda essa força,
como eu queria ter!
É tão branca como a neve,
e fofa como uma ovelha!
Mas é tão, tão amada
por essa irmã e sua orelha!
ou de todos os livros que ela lê!
Só sei que toda essa força,
como eu queria ter!
É tão branca como a neve,
e fofa como uma ovelha!
Mas é tão, tão amada
por essa irmã e sua orelha!
Quadro
Eu arrastei
As nuvens pesadas.
Como se arredasse
Um sofá para limpar
A sala.
Eu vi um céu azul
Feito um quadro nu
Para desenhar
Todo um contexto.
Eu criei uma história.
Juntei fatos absurdos,
Com ocasiões incertas,
E diálogos tortos.
Mesmo assim,
Montei todo um quebra cabeça.
Uma paisagem,
Um pôster.
Fiz sol nascer.
Fiz chuva ir!
Mantive quem eu queria
Bem aqui.
Quis tirar foto.
Manter guardado.
Deixar a prova
De um dia perfeito.
Bati com cores,
Todas vivas.
O flash brilhou.
Olhei a foto,
Bem colorida.
Só que depois...
Depois toda essa vida.
Controlada,
Perfeita e construída.
Embranqueceu.
Se tornou,
Sem demora,
Um retrato preto e branco.
Cheio de nuvens,
Que não dá mais pra arrastar.
As nuvens pesadas.
Como se arredasse
Um sofá para limpar
A sala.
Eu vi um céu azul
Feito um quadro nu
Para desenhar
Todo um contexto.
Eu criei uma história.
Juntei fatos absurdos,
Com ocasiões incertas,
E diálogos tortos.
Mesmo assim,
Montei todo um quebra cabeça.
Uma paisagem,
Um pôster.
Fiz sol nascer.
Fiz chuva ir!
Mantive quem eu queria
Bem aqui.
Quis tirar foto.
Manter guardado.
Deixar a prova
De um dia perfeito.
Bati com cores,
Todas vivas.
O flash brilhou.
Olhei a foto,
Bem colorida.
Só que depois...
Depois toda essa vida.
Controlada,
Perfeita e construída.
Embranqueceu.
Se tornou,
Sem demora,
Um retrato preto e branco.
Cheio de nuvens,
Que não dá mais pra arrastar.
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