domingo, 11 de julho de 2010

Um terço,
De amor que doas,
Todos os dias
À um terço,
Dessas mulheres.
Eu torço por um terço,
Que me leve ao céu,
Que me faça ver e dormir em nuvens.

Eu quero um terço.
É um amor que eu torço,
Desde que te vi,
Para ganhar!

Para me tornar um pouco gente,
Me tornar um pouco assim,
Jogada,
Mas segura,
Seja lá onde for me levar.

Um terço de amor,
Que doa todos os dias,
Para aquelas que nunca pensaram.
Aquelas que nunca pensaram em te amar,
Como eu,
Que também nunca pensei,
Só senti.
A lua,
Como um véu,
Que casa o céu,
Com luz e amor.
E todas as manhãs,
O sol vem consolar,
O que a lua já levou!

Mas se volta toda a noite,
Esse céu iluminado,
Como o branco do teu olho,
Que é assim como papel!

E eu escrevo,
Cada vez que olho dentro dos teus olhos,
Linhas e linhas de amor guardado,
Gravado,
Como se fosse um poema,
Num papel branco,
No fundo do teu olhar.

Contra

Fascinação pelo mundo,
Pelo que se pouco conhece,
E não muito se sabe!

O céu estrelado,
Um escuro iluminado.
Para lembrar,
As doces contradições.

Amor,
Tão contraditório quanto a vida,
Que precisa da morte,
Pra se tornar tão especial.

Assim como correr em círculos,
É tão quadrado como uma rotina redonda,
Onde sorrisos e tristezas,
Não valem mais.

Alvo

Não falo muito, mas eu sei que eu tenho medo. Tenho medo desde o olhar até as possíveis atitudes. É porque eu sei que sou vulnerável e que minha felicidade depende disso. É como se eu estivesse de braços abertos em frente a um homem, com revólver apontado para mim. Só não sei se você é o homem, a bala, ou o revólver. Só não me atinja.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O mundo é de verdade!

A vida mostra,
vê quem quer!

Verdade só se tem,
quando se faz!

Quem não é,
leva um dia,
alguma,
na cara dura!

Caos

Os dias passam,
e eu já não espero mais!
Nem o medo vem,
Mas a tristeza vai!
A vida é um caos,
Um dia a gente pensa em um,
e outro dia a gente pensa em outro!
Viver cada dia,
como se fosse a vida inteira!
É complicado,
é correr contra o tempo!
Quer saber?
Correr contra o tempo,
se não ele corre contra a gente!

Metralhando palavras

Eu conto os passos que dou,
Pra poder voltar,
não esquecer do passado!

Não é tudo calculado,
Mas também não é errado!
Só uma precaução,
pra saber por onde vou!

Um dia chegou,
Eu já não sabia mais,
meu relógio até parou!

O vento levou,
O tempo, nem sei mais!
Passado, presente, futuro,
um mesmo tempo em tudo!

Mesmo assim,
ninguém se respeita mais.
Ou o respeito já foi,
Ou é por ele que ainda estamos a esperar!

Das cores

O mundo é tão lindo!
Verde quando quer,
Azul quando ele pode!

Eu vejo as folhas verdes,
Fazendo cócegas no céu!

Eu sorrio!
Se eu quero,
Eu posso!
Enfeitar o meu sorriso,
Das cores que eu quiser!

Cor de planta e cor de céu.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Enjoo

Eu ando enjoada. Não, não é isso. Eu ando enjoando fácil das coisas. Do que eu escrevo, das músicas, do frio, dos meus dedos congelados, da escola, das pessoas ou de uma pessoa.
Tenho enjoado do fim de semana, dos dias de semana, da vida, da morte, do sol, da chuva, da vida, de novo. E de novo, e de novo.
É normal? Normal notar que a vida se repete e a gente tem que achar graça todos os dias?
Não to conseguindo achar mais.
E eu procuro, e procuro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mais um desses

Eu sei que eu não sou a primeira pessoa a escrever isso, mas me contento em ser a segunda, ou a quinta pessoa. Não escrevo sobre sentimentos que só eu tenho.
“Hoje eu quero sair só.” O Lenine mais uma vez está certo, porque às vezes parece que a gente deu um nó.
A gente dá vários nós pela vida, e também desata eles. Atando e desatando a vida vai acontecendo e se desencadeando em um esperado final, se não feliz, pelo menos completo. A gente vai procurando o complemento, o significado, alguns sorrisos e algumas lágrimas. Às vezes sentimos saudades até de chorar, mas quando a saudade é de sorrir é porque algo está errado. E é normal alguma coisa estar errada. Nunca tudo está certo. Nunca tudo é perfeito e a palavra perfeito não deveria existir, já que nada tem a honra de ser abençoado pela tal palavra.
Agora me inspirei. Até me sentei direito para não doer às costas. Se para você, a dor de ler é muita, não precisa não. Nem todo mundo sente ou gosta do que eu escrevo.
Eu sempre refleti muito sobre as coisas, sobre a vida, a minha e a dos outros. Já refleti sobre a minha vida em relação aos outros, vice-versa, e também sobre a importância da minha vida, seja ela para o mundo ou para outros habitantes. Com isso, algumas vezes chego a parecer louca, viajada, deprimida e sem nada pra fazer. Isso é um grande problema: pessoas adoram rotular. Colocam rótulos, geralmente, em coisas que não entendem. Um assunto ou uma atitude nunca é tão simples para ser rotulada em uma palavra, em um adjetivo, ou até mesmo em um gesto. Tudo merece um tempo para ser considerado, ou não ser considerado. Rotular é muito fácil, é muito simples, é muito nada. Quem rotula é burro. Isso seria rotular, não seria? Rótulos são para quem vive de momento, para quem só capta o momento e não tem capacidade para repensar sobre algo que já passou.
Voltando ao Lenine (já disse isso em algum texto antes, mas Lenine é Lenine). Às vezes eu tenho vontade de sair só, que nem ele, que nem todo mundo deve ter. Voltando do colégio me dá vontade de ficar perambulando pelo meu bairro, que é quietinho, perigoso, mas quietinho. Tem sol, tem chuva, tem nuvem e tem vento. É bonito. É cinza chumbo quando não é amarelo, mas às vezes está azul. O tempo muda e em todas as estações eu tenho vontade de ficar perambulando, me entregando ao pouco das árvores que sobraram na cidade. Trágica. O bairro tem muitas árvores.
São nesses poucos passos voltando para casa que eu penso o quanto a vida é simples e a gente complica tanto. Vai ver é isso, complicar pra não enlouquecer. Ou enlouquecer um pouco para não enlouquecer demais. Porque se for pensar, tudo é meio louco mesmo. Se for pensar, pensar mesmo, você fica pensando até nunca mais parar. O negócio é viver. Às vezes, sim, filosofar. Mas eu filosofo demais. E sim, eu comecei uma frase com “mas”.
Não quero terminar o texto.