E quando nós não conseguirmos mais nos olhar nos olhos, não haverá mais necessidade de fazer isso.
Quando não tivermos mais vontade de lembrar do que vivemos, poderemos esquecer.
Quando as brigas já forem de costume, assim como as reconciliações, não terá mais por quê. E quando não tiver mais por que, não tente achar algum.
Deveremos nos afastar, quando juntos, quisermos que o tempo passe mais rápido.
Talvez, um dia, o que a gente sinta, já não tenha mais sentido. O que a gente sinta, talvez não seja mais tão forte. Então, o que a gente sentia, não sentimos mais.
O amor pode ter mudado, acabado... Mas não esqueça que ele existiu.
E, se um dia, isso acontecer com a gente. A gente vai saber quando parar. Mas nunca, nunca esqueça que eu te amei. Que nós nos amávamos. E não guarde rancor, porque apenas... Terminou.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Dúvida
Eu mudo, se achar que me convém.
Penso, penso, penso. Vivo, convivo, observo. Falo, escuto, converso. Sofro, faço sofrer e sinto isso. Ainda não sei se me convém. Penso um pouco mais, fico na dúvida. Me dói essa dúvida. Mas eu sei que doeria mais a decisão, a decisão certa a tomar. Eu sei bem que quero a decisão errada, mas eu quero estar certa, e poder estar certa. Prefiro fingir que estou na dúvida. Das três, a dúvida ainda é a melhor opção.
Penso, penso, penso. Vivo, convivo, observo. Falo, escuto, converso. Sofro, faço sofrer e sinto isso. Ainda não sei se me convém. Penso um pouco mais, fico na dúvida. Me dói essa dúvida. Mas eu sei que doeria mais a decisão, a decisão certa a tomar. Eu sei bem que quero a decisão errada, mas eu quero estar certa, e poder estar certa. Prefiro fingir que estou na dúvida. Das três, a dúvida ainda é a melhor opção.
Imprevisivel
A vida é um pouco... Engraçada. Um pouco? Ela é muito engraçada. A gente se rala tanto, tanto. Mas é impressionante como a gente sempre acha um motivo pra rir. A gente é tão, tão feliz, mas é impressionante como a gente sempre acha um motivo pra chorar. Nunca está tudo bem. Nunca está tudo mal. E isso é o que deixa a vida ser... Engraçada. Estranha. Complicada. E o mais legal de tudo isso: Imprevisível. Isso é o melhor de tudo. Eu agradeço por não saber o que vai acontecer comigo amanhã! Eu agradeço por não ter sabido que ontem, o dia seria quente e um pouco ensolarado. A previsão do tempo, sempre erra ultimamente. Eu procuro amar tudo que eu tenho. Eu procuro não odiar algumas coisas que fazem parte da minha vida. Só procuro. Não odeio a toa. Posso até dizer que odeio muita gente, muita coisa, muitos atos, mas isso é só força do hábito de usar esse verbo. Odiar mesmo, eu só odeio algumas coisas. Tem coisas, que eram pra ser odiáveis, e eu consigo sentir apenas... Nojo. Odiar, às vezes é bom. Descarrega a raiva. E parece que soluciona todos os problemas. Às vezes. Odiar de mais, é totalmente ruim. Nos consome, e realça todos os problemas, e nos causa mais problemas. Eu tento ser equilibrada em tudo. Só tento. Não consigo, é claro. Como todo o ser humano, não posso e nem quero ser equilibrada em tudo. Porque se não, minhas ações já começam a ser previsíveis. E ser previsível de mais, é tão chato quanto viver uma vida previsível. Por mais que ela não exista, algumas pessoas sempre tentam uma vida assim.
Continue!
Esqueça o que podia ser. Esqueça o que podia ser e não foi. Esqueça, por favor. Porque pra mim já ta sendo difícil. Não queria ver mais alguém com essa dor. Esqueça os planos que fizemos. Finja que nada existiu. Tente achar que era ridículo pensarmos no futuro, tenta achar mesmo, tudo um nada. Quem sabe, assim você sofre menos, você pensa menos.Se quiser por a culpa em mim, ponha. Se isso for amenizar sua dor...Não pense que podia ter dado certo. Se podia, teria dado. Não pense que nós mesmos nos destruímos, se foi assim, foi porque nós quisemos isso.Tente esquecer que um dia nós fomos felizes juntos. Não ache que separados estamos tristes. Isso foi bom. Cada um pra um lado. Cada um com uma vida diferente, sem mais nenhuma ligação. Pense que sua vida está bem melhor agora. Pense que eu era um peso no seu mundo. Eu só incomodava, te chateava, não é mesmo? Você sabe, foi assim desde o começo.Um cobrava o outro, um se comparava com o outro, um queria ser mais que o outro. Em vez de apenas aceitarmos que juntos éramos felizes, nós tentávamos provar que podíamos ser felizes separados. Bom, hoje veja isso. Veja que nós somos felizes separados, que nós podemos fazer isso. Pode ver, que sua vida continua a mesma. Você continua estudando, querendo fazer aquilo que quer. E eu continuo sem saber o que eu quero. Claro, mais uma coisa eu arranjei para você. Eu me arranjei. Arranjei pra ti, alguém que te prendia, alguém que não tinha nenhuma idéia do que queria. Agora, você vê de tudo que você se livrou. Você se livrou de mim! Se livrou. Imagine, você tinha a louca idéia de viver comigo! Você, realmente, tirou o maior peso que alguém poderia tirar das costas.Por favor, pense assim, aja assim, acredite que é assim. Alguém tem que conseguir sobreviver pra poder contar a nossa história, e acho que acreditando nisso, é o único jeito, e eu não to conseguindo.
Medo
Medo de pensar e chegar naquela conclusão. Concluir que não serve mais. Concluir que é perda de tempo, que já era.Prefiro nem pensar. Tento não pensar que é assim. Mas que irônico, eu penso só nisso o dia inteiro. Penso justamente no que não se pode.E que estranho, eu acabo chegando naquela conclusão. E nego. Nego até hoje. Nego até o ponto em que eu não puder mais negar. Nesse ponto que eu ainda não cheguei. Finjo estar tudo bem, e parece que está. E quem sabe, pode ser que esteja. E eu é que não vejo. Eu que quero coisa melhor do que tenho. Eu que gosto de ter, mas não quero gostar. Quero desacostumar. Quero conseguir largar, me libertar. Mas no fundo, eu sei que eu gosto de ter e gosto de gostar. Se não, não gostava. Se quisesse mesmo, largava. Se fosse ruim mesmo, me revoltava. Mas pra me revoltar preciso coragem. Preciso descartar o medo do meu vocabulário, preciso até de um pouco de ódio. Preciso de raiva, ira e desprezo.
Desbotou
Eu chego ao meu quarto. Visto aquele vestido novo, bonito, ainda cheirando a roupa nova. Passo as mãos devagar ao longo do corpo para desamassar as marcas que ainda tinham ficado da sacola. Dou algumas voltas na frente do espelho, desamasso mais um pouquinho na ponta. Coloco meu batom vermelho escuro, quase um bordô, combinando com o vestido. Passo ele bem devagar, cuidando para não borrar. O batom desliza tão facilmente pela minha boca deixando uma cor forte. Entre esse meio tempo, dou uma olhada no meu celular, nenhuma chamada, como eu sabia, apesar de ter um pouquinho de esperança. Volto ao espelho, espalho o batom forçando e movendo o lábio superior conta o inferior, de modo tradicional. Pego aquele lápis bem preto e passo no contorno dos olhos, depois o rímel, fazendo os meus cílios ficarem bem curvos. Penteio meu cabelo começando pelas pontas, para desembaraçá-las, depois, a escova corre com uma facilidade pelos meus fios pretos e lisos. Prendo a camada de cima com um coque, o resto deixo solto. Sei lá, não fico bem com o cabelo totalmente preso. E pelo visto, acho que ele também não gosta. Calço meus sapatos pretos de salto alto, ponho os brincos que jamais tirei daquela caixa empoeirada e os coloco. O colar, a mesma coisa. Acho que já estou pronta, eu pensei. Então, meu celular toca bem rapidinho, som de mensagem. Vou correndo até ele, “me atrasarei quinze minutos”. Tudo bem, eu pensei. Podia ter tomado um banho mais longo, pelo menos agora tenho tempo para alimentar os gatos. Teria dado tempo para alimentar os filhotes da gata mais velha, que ainda não tinham nascido. Pois é, ele demorou mais do que quinze minutos. Enquanto isso, eu batia meu pé agoniadamente sentada no sofá. Olhava para o relógio de cinco em cinco minutos, ou segundos. Até que eu ouvi uma buzina, que, ridiculamente parecia apressada e pedia pressa. Já fiquei com uma ponta de raiva. Olhei pela janela, era ele.Saí com calma, fechei a porta da casa com toda a calma do mundo. Entrei dentro do carro. Nos beijamos, o que fez borrar todo o meu batom. Ele estava quase ligando o carro. “Esqueci minha bolsa.”“Ah, meu bem! Não precisa de bolsa, que coisa!”“Espere aí, vou pega-la.”“Mas, você já está linda assim, a bolsa só vai atrapalhar.”“Eu quero o que tem dentro da bolsa.”“Não precisa. Eu tenho dinheiro aqui. Já estamos atrasados e não quero me atrasar mais ainda. Temos reserva no restaurante para as 20h e agora já são 19h50min. E não acredito que você vai voltar para pegar a bolsa! E como você esquece se é tão importante?”“Meu Deus do céu, nesse meio tempo eu já podia ter ido e voltado. Espere aí.”Bati a porta do carro com força. O que me deu mais raiva é que o vestido que eu demorei tanto para desamassar tinha puxado fio quando engatou no cinto de segurança. Demorei tanto tempo para me arrumar, e agora, ele já tinha feito meu batom borrar, meu vestido não ficar tão impecável quanto antes e provavelmente eu já estava suada de raiva. Raiva acumulada desde a hora dos “quinze minutos”. Entrei em casa, peguei a bolsa e voltei. Entrei no carro prometendo pra mim mesma ter um pouco de paciência e tentar amenizar a minha raiva, para não brigarmos... De novo.“Está tudo aí agora?”“Claro, podemos ir.”Fomos até o restaurante sem falar uma palavra. Chegamos lá. O restaurante estava vazio. Ele não precisava ter tido tanto medo das reservas. Poderíamos chegar naquele restaurante uma hora depois do que tínhamos marcado que ainda teriam lugares. Aquele lugar tinha seus dias contados. Ele estava bem arrumado, mas tinha cara de filial que não deu certo, e os garçons tinham cara de que teriam que procurar outro emprego logo, logo.A comida era apimentada de mais. O que fez meus olhos lacrimejarem, borrando meu rímel. Tentei concertar. Sem muito sucesso.Como sempre, ficamos conversando sobre o nosso trabalho. Sobre minha mãe, meu pai e o quanto eles odiavam ele. Ele não se conformava. Eu acho que estava começando a entender. Definitivamente, não era mais como antes.“Por que não botou o vestido que eu te dei? Você deveria gostar daquele tipo de roupa, é mais chique.”“Eu achei ele lindo, mas...” Com certeza soou com ar de mentira, e era. “... ele estava um pouco amassado, não tinha tempo de passá-lo.”“Da próxima vez, organize-se antes.”“Talvez se você tivesse dito que demoraria quarenta minutos, eu saberia que dava tempo de passar o vestido.”“Eu não tenho culpa se o transito está uma droga!”“Tudo bem.” Eu tinha prometido ter mais paciência. Paciência quando ele tenta escolher as coisas que eu devo gostar, paciência quando ele me diz pra ser do jeito que eu já sou. O desorganizado é ele, e ainda quer dar aula.“Mas você está bonita com esse vestido, e essa maquiagem, bem... diferente.” Ele tentou, mas não conseguiu. Ele podia ter deixado a impressão de que tinha me achado linda, como tinha dito no carro, quando queria ir embora rápido dali, querendo me dar segurança dizendo que eu não precisava da bolsa para ir embora. Mas eu não queria a bolsa por estética. Minha bolsa, minha independência. Levo o que quero lá dentro, e o que eu não quero, também. Ele pensa que eu só me preocupo com isso e com o que ele vai achar de mim. Eu pensava nisso tudo enquanto deixava o coitado, ou não, esperando.“Mariana?”“Ah, obrigada, você também, está muito bonito com essa camisa azul.” Ele realmente estava bonito. Só bonito, nada de mais. A beleza dele tinha me atraído no inicio, mas agora eu sabia de todas as coisas que faziam a beleza dele quase desaparecer.Depois de passadas duas horas, conversando sobre as mesmas coisas de sempre, fomos embora.“Mariana, eu te amo.” Respondi com um beijo rápido. Foi a única coisa que consegui fazer. Então, fechei a porta do carro, e ele saiu. Fiquei me sentindo culpada por ter sido grossa. E agora eu tinha certeza que essa seria a única coisa que eu conseguiria ser dali pra frente.Eu me arrumei e me enfeitei para o início do fim. A cada dia que nos víamos, era mais um para chegar ao final. Não dava mais. Durante todo esse tempo, ele não mudou nada desde o inicio. Ele foi o mesmo cara de quando eu conheci e me encantei. Primeira semana, primeiro mês, primeiros meses. Conheci-o suficiente nesse tempo, para saber que não ficaria encantada por toda a minha vida. Como um batom recém passado: vermelho, forte, intenso. Um dia desbotou.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Não depende mais de mim!
Não sou de desistir das coisas. Não sou de me conformar com o que não me agrada. Não sou de ficar satisfeita com coisas que acabam e que deveriam e poderiam continuar.
Agora, não quero me conformar e não quero desistir. Mas talvez seja preciso. Talvez seja melhor. Talvez seja inteligente e saudável fazer isso.
As coisas mudaram. Engraçado, para mim elas sempre mudam. E parece que nada fica bem por muito tempo. Nada fica do jeito que eu quero ou me sinta bem por muito tempo. Não sei também pra que existe tempo e passado. Acho que nunca vou aprender a lidar com ele.
Ele quem? Por que é mais forte que todas as coisas e pode acabar com as coisas assim como pode construir tudo?
Sempre sigo a minha vontade. Ou pelo menos tento fazer isso. Acho que se é minha vontade, é o melhor pra mim. Mas por que eu mesma acho errada essa minha vontade e às vezes ela me prejudica? Mas a verdade é essa. Eu tenho vontade de tentar reconstruir, de tentar vencer, convencer, aceitar, mudar e ser feliz. Mas não é nada fácil.
A realidade agora é outra. Mudou, passou, sumiu, acabou. Tenho que aceitar. Ou não. É, talvez eu realmente não tenha que aceitar que mudou, passou, sumiu e acabou. Por que fazer isso se eu sei que posso tentar mudar, voltar, aparecer e reiniciar?
Eu não acredito em fins tão rápidos. Não acredito que toda uma força, possa acabar tão rápido. Se não, não era tão forte. Mas se tem toda essa força sobre mim, tem por que tentar. Tem por que não aceitar e não me conformar.
Eu fiz uma série de escolhas erradas que me fizeram feliz. Fiz uma série de escolhas erradas que me levaram a mais escolhas erradas e dolorosas que agora eu não quero voltar para acertar. Quero apenas viver e ser feliz com as escolhas erradas que fiz, porque foram elas que me deixaram ser feliz e continuar. Foram por essas escolhas erradas, que eu não deveria ter feito, que eu vivi os dias mais importantes da minha vida. Elas pareciam dolorosas, foram difíceis de escolher, mas vejo que não consigo viver longe delas, longe das minhas escolhas do passado. E eu fico mal de pensar que agora não depende de minha escolha, que não depende mais de eu escolher certo ou errado, não depende mais de mim.
Agora, não quero me conformar e não quero desistir. Mas talvez seja preciso. Talvez seja melhor. Talvez seja inteligente e saudável fazer isso.
As coisas mudaram. Engraçado, para mim elas sempre mudam. E parece que nada fica bem por muito tempo. Nada fica do jeito que eu quero ou me sinta bem por muito tempo. Não sei também pra que existe tempo e passado. Acho que nunca vou aprender a lidar com ele.
Ele quem? Por que é mais forte que todas as coisas e pode acabar com as coisas assim como pode construir tudo?
Sempre sigo a minha vontade. Ou pelo menos tento fazer isso. Acho que se é minha vontade, é o melhor pra mim. Mas por que eu mesma acho errada essa minha vontade e às vezes ela me prejudica? Mas a verdade é essa. Eu tenho vontade de tentar reconstruir, de tentar vencer, convencer, aceitar, mudar e ser feliz. Mas não é nada fácil.
A realidade agora é outra. Mudou, passou, sumiu, acabou. Tenho que aceitar. Ou não. É, talvez eu realmente não tenha que aceitar que mudou, passou, sumiu e acabou. Por que fazer isso se eu sei que posso tentar mudar, voltar, aparecer e reiniciar?
Eu não acredito em fins tão rápidos. Não acredito que toda uma força, possa acabar tão rápido. Se não, não era tão forte. Mas se tem toda essa força sobre mim, tem por que tentar. Tem por que não aceitar e não me conformar.
Eu fiz uma série de escolhas erradas que me fizeram feliz. Fiz uma série de escolhas erradas que me levaram a mais escolhas erradas e dolorosas que agora eu não quero voltar para acertar. Quero apenas viver e ser feliz com as escolhas erradas que fiz, porque foram elas que me deixaram ser feliz e continuar. Foram por essas escolhas erradas, que eu não deveria ter feito, que eu vivi os dias mais importantes da minha vida. Elas pareciam dolorosas, foram difíceis de escolher, mas vejo que não consigo viver longe delas, longe das minhas escolhas do passado. E eu fico mal de pensar que agora não depende de minha escolha, que não depende mais de eu escolher certo ou errado, não depende mais de mim.
Aconteceu
É difícil de acreditar e difícil de dizer. Mas eu não existo mais. Meu corpo ainda está aqui, as pessoas ainda me vêem, me sentem, me escutam e eu ainda escuto elas. Mas o que há dentro de mim, morreu, ou pelo menos parece não ter mais sentido.
Não sei se isso vai passar, ou se vai ficar pra sempre. Acredito que não. Mas o que eu faço enquanto essa dor não termina?
É difícil de acreditar que o tão temido aconteceu, e é difícil aceitar que talvez não tenha volta que as coisas mudaram e que talvez não mudem de novo.
Minha cabeça ainda dói pelo tanto que chorei. Mas dói mais por saber que ainda vou chorar mais.
Eu não tenho mais força. Toda a força que eu tinha, vinha dele. Não tinha tristeza que superasse o amor por ele e não tinha dia triste quando pensava nas coisas boas.
Todos os momentos ainda estão na minha memória e não faço questão de me lembrar deles, mas ainda me lembro. Não quero que eles vão mas também não quero que eles fiquem. Lembranças são a única coisa que me restam e não sei se me fazem bem.
Eu ainda posso estar sorrindo, posso estar vivendo, posso estar falando, conversando e às vezes dando uma gargalhada. Mas por dentro, por trás disso tudo, ainda tem aquela tristeza que faz eu me lembrar, e aquela lembrança que faz eu entristecer, e aí, eu vejo que todos os momentos de felicidades que eu tenho agora, não são profundos, são passageiros, e que não me garantem felicidade.
E pensar que alguém ou alguma coisa me tirou o que era profundo, e não era passageiro, e que me garantia felicidade. Mas o que eu sinto ninguém me tira.
A história nunca acaba. Só tenho medo que ela seja esquecida.
O tempo vai passar, as coisas vão se apagando e tudo que eu sentia não vai mais fazer sentido. Tudo que eu investi, mudei, acreditei, amei, vai ir assim, tão insignificantemente como se não tivesse sido nada e como se fosse fácil de deixar. Fácil é a única coisa que não é.
O que eu sinto ainda é maior que essa tristeza, que esse vazio, que essa parte que está faltando. Eu não sei o que é que eu faço e eu tenho medo. Só medo. Medo de não ter mais motivos pra ter esperanças, medo de que acabe de vez, medo de acreditar que seja melhor assim.
Não sei se isso vai passar, ou se vai ficar pra sempre. Acredito que não. Mas o que eu faço enquanto essa dor não termina?
É difícil de acreditar que o tão temido aconteceu, e é difícil aceitar que talvez não tenha volta que as coisas mudaram e que talvez não mudem de novo.
Minha cabeça ainda dói pelo tanto que chorei. Mas dói mais por saber que ainda vou chorar mais.
Eu não tenho mais força. Toda a força que eu tinha, vinha dele. Não tinha tristeza que superasse o amor por ele e não tinha dia triste quando pensava nas coisas boas.
Todos os momentos ainda estão na minha memória e não faço questão de me lembrar deles, mas ainda me lembro. Não quero que eles vão mas também não quero que eles fiquem. Lembranças são a única coisa que me restam e não sei se me fazem bem.
Eu ainda posso estar sorrindo, posso estar vivendo, posso estar falando, conversando e às vezes dando uma gargalhada. Mas por dentro, por trás disso tudo, ainda tem aquela tristeza que faz eu me lembrar, e aquela lembrança que faz eu entristecer, e aí, eu vejo que todos os momentos de felicidades que eu tenho agora, não são profundos, são passageiros, e que não me garantem felicidade.
E pensar que alguém ou alguma coisa me tirou o que era profundo, e não era passageiro, e que me garantia felicidade. Mas o que eu sinto ninguém me tira.
A história nunca acaba. Só tenho medo que ela seja esquecida.
O tempo vai passar, as coisas vão se apagando e tudo que eu sentia não vai mais fazer sentido. Tudo que eu investi, mudei, acreditei, amei, vai ir assim, tão insignificantemente como se não tivesse sido nada e como se fosse fácil de deixar. Fácil é a única coisa que não é.
O que eu sinto ainda é maior que essa tristeza, que esse vazio, que essa parte que está faltando. Eu não sei o que é que eu faço e eu tenho medo. Só medo. Medo de não ter mais motivos pra ter esperanças, medo de que acabe de vez, medo de acreditar que seja melhor assim.
domingo, 16 de novembro de 2008
Porque as pessoas não vão simplesmente tomar um chimarrão e conversar no sol?
Não precisa ser nem um chimarrão, sabe? Pode ser um suco, ou só o sol.
É tão boa a calmaria de sentar em uma grama, numa tarde ensolarada e ficar por ali, não precisamos viver nos shoppings para sermos pessoas felizes e bem resolvidas.
Ta faltando um pouco mais disso sabe. A gente não precisa fazer a Disney se materializar na nossa frente no meio da semana... Poxa vamos à praça mais perto da nossa casa sentar na grama, porque afinal, não importa onde estamos se estivermos com quem a gente gosta.
Caramba, você sai na rua, a primeira coisa que fazem é enfiar panfletos de dentista quase dentro do teu olho, isso irrita muito. As pessoas estão todas enlouquecidas, e o mundo inteiro ta assim.
Você vai numa loja, entra na loja, e em menos de um minuto tem uma atendente quase sentada no seu colo perguntando se você quer ajuda. Tudo bem, se eu quisesse ajuda eu pediria. E outra, se fosse só esse o problema, não é. Depois de fazer a pergunta, elas continuam sentadas no seu colo, comentando sobre cada coisa que você bota os olhos. Dá vontade de dizer “Pode ir moça, eu tenho mãos para observar o produto!”
Voltando para a Disney, porque que a gente tem que fazer da nossa vida, pra ela ser legal, um parque de diversões? É o que todo mundo quer hoje, e as pessoas estão esquecendo do bom chimarrão na praça da esquina. Ta, forcei agora. Eu não tomo chimarrão, mas que seja. A maioria dos gaúchos tomam. Então, as pessoas estão esquecendo do picolé do bar, tão esquecendo do algodão doce do tio, de recolher flores pelo bairro e depois deixa-las secarem dentro dos livros. Ba, lembrei que sempre fazia isso com a minha mãe. As pessoas estão tão estressadas com o dia-a-dia e acham que no seu tempo livre tem que fazer um parque de diversões com todos os brinquedos do mundo. Bom, vou avisando, se você faz isso com o seu filho, um parque de diversões, desculpe as palavras, mas talvez ele se torne o monstrinho do parque de diversões daqui a um tempo e ele vai crescer mais e mais, daí vai ser tarde de mais pra você ir na praça ensolarada mais perto de casa.
E eu não to enlouquecendo não. Eu estou falando o que é verdade. A cada dia que passa nós vemos mais crianças com toda a linha nova de brinquedos recém lançada, com um estoque de chocolate em casa a seu dispor todos os dias da semana, com presentes e mais presentes fora de época, e fazendo escândalos nos supermercados porque não ganharam a tal bala, porque já tinham mais dois sacos daqueles em casa. Se seu filho está fazendo isso, e se você está criando ele assim, tente salva-lo agora, antes que seja tarde de mais, se já não for.
Ah, quem sou eu para falar alguma coisa, afinal, não tenho filhos, e nem pretendo ter tão cedo, tenho apenas treze anos. Mas, um dia, eu terei filhos e não quero que tenham uma Disney em casa, onde cada coisa que eles fazem é endeusada e idolatrada. Na minha opinião, temos que tratar os filhos com amor, carinho, compreensão, mas dentro da vida real, para que eles saibam superar as coisas depois, quando não estivermos mais aqui, e assim que eles criarão os filhos deles, provavelmente.
Não precisa ser nem um chimarrão, sabe? Pode ser um suco, ou só o sol.
É tão boa a calmaria de sentar em uma grama, numa tarde ensolarada e ficar por ali, não precisamos viver nos shoppings para sermos pessoas felizes e bem resolvidas.
Ta faltando um pouco mais disso sabe. A gente não precisa fazer a Disney se materializar na nossa frente no meio da semana... Poxa vamos à praça mais perto da nossa casa sentar na grama, porque afinal, não importa onde estamos se estivermos com quem a gente gosta.
Caramba, você sai na rua, a primeira coisa que fazem é enfiar panfletos de dentista quase dentro do teu olho, isso irrita muito. As pessoas estão todas enlouquecidas, e o mundo inteiro ta assim.
Você vai numa loja, entra na loja, e em menos de um minuto tem uma atendente quase sentada no seu colo perguntando se você quer ajuda. Tudo bem, se eu quisesse ajuda eu pediria. E outra, se fosse só esse o problema, não é. Depois de fazer a pergunta, elas continuam sentadas no seu colo, comentando sobre cada coisa que você bota os olhos. Dá vontade de dizer “Pode ir moça, eu tenho mãos para observar o produto!”
Voltando para a Disney, porque que a gente tem que fazer da nossa vida, pra ela ser legal, um parque de diversões? É o que todo mundo quer hoje, e as pessoas estão esquecendo do bom chimarrão na praça da esquina. Ta, forcei agora. Eu não tomo chimarrão, mas que seja. A maioria dos gaúchos tomam. Então, as pessoas estão esquecendo do picolé do bar, tão esquecendo do algodão doce do tio, de recolher flores pelo bairro e depois deixa-las secarem dentro dos livros. Ba, lembrei que sempre fazia isso com a minha mãe. As pessoas estão tão estressadas com o dia-a-dia e acham que no seu tempo livre tem que fazer um parque de diversões com todos os brinquedos do mundo. Bom, vou avisando, se você faz isso com o seu filho, um parque de diversões, desculpe as palavras, mas talvez ele se torne o monstrinho do parque de diversões daqui a um tempo e ele vai crescer mais e mais, daí vai ser tarde de mais pra você ir na praça ensolarada mais perto de casa.
E eu não to enlouquecendo não. Eu estou falando o que é verdade. A cada dia que passa nós vemos mais crianças com toda a linha nova de brinquedos recém lançada, com um estoque de chocolate em casa a seu dispor todos os dias da semana, com presentes e mais presentes fora de época, e fazendo escândalos nos supermercados porque não ganharam a tal bala, porque já tinham mais dois sacos daqueles em casa. Se seu filho está fazendo isso, e se você está criando ele assim, tente salva-lo agora, antes que seja tarde de mais, se já não for.
Ah, quem sou eu para falar alguma coisa, afinal, não tenho filhos, e nem pretendo ter tão cedo, tenho apenas treze anos. Mas, um dia, eu terei filhos e não quero que tenham uma Disney em casa, onde cada coisa que eles fazem é endeusada e idolatrada. Na minha opinião, temos que tratar os filhos com amor, carinho, compreensão, mas dentro da vida real, para que eles saibam superar as coisas depois, quando não estivermos mais aqui, e assim que eles criarão os filhos deles, provavelmente.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Sempre na Verdade
Confesso que posso ser ingênua em algumas coisas. Bem ingênua. Mas em outras, acho que não sou tão ingênua assim. Eu costumo acreditar sempre no que as pessoas dizem, e acho que isso pode ser um defeito. Um defeito não, mas leva a outro defeito, a burrice. Claro que eu não sou uma boboca que acredito nas coisas de que qualquer um fala, claro que não. Mas, eu sempre acho que quando as pessoas falam alguma coisa, elas tendem a falar a verdade. Como todo mundo sabe, nem sempre é assim né. Quase sempre não é assim.
Quando eu confio muito em alguém, eu confio totalmente. Não consigo confiar pela metade. Não consigo mesmo. Se eu não confio totalmente, é porque eu não confio de verdade. E eu confesso que misturo um pouco as coisas. Muitas vezes, por uma pessoa ser querida, legal e tudo mais, eu acho que essa pessoa também é super confiável, e saio falando sobre os meus sentimentos e sobre as coisas que eu penso. Nunca me aconteceu nada de ruim por confiar de mais nas pessoas, mas chega uma hora, que a gente vai encontrar alguém não confiável, então é melhor se cuidar.
Eu sempre espero das pessoas a verdade. Talvez porque eu acho que as pessoas esperem isso de mim, e isso que eu mostro pra elas. Sempre na verdade. Pra mim isso é o básico dos básicos.
Às vezes a verdade pode ser uma coisa dura, ruim de encarar, claro que sim. A maioria das vezes é assim. Se não, nem teria porque as pessoas mentirem, né? As pessoas mentem para ocultar a verdade, esquecer da verdade, não encarar a verdade. É muito difícil acreditar que um sonho acabou, que um amor foi destruído, simplesmente findou, ou então que aquela pessoa que você mais confiava, não merecia sua confiança. Nossa, isso é horrível. Mas daí, isso já sai um pouco da verdade, e vai para a realidade.
Realidade... Isso também, é bem difícil de aceitar e viver. Quem dera a gente poder viver a vida se iludindo. Seria bom, se um dia nós não tivéssemos mais que voltar para a realidade. Mas a gente tem que voltar pra a realidade e encarar nossos problemas, até porque, se nós não tivéssemos problemas, pra que iríamos viver? Nossa vida seria monótona, sem graça e teríamos tudo em nossas mãos. Tudo. E será que nós conseguimos dar conta de tudo em nossas mãos? Acho que não. Por isso, cada um com os seus problemas, resolvendo eles, se preocupando com eles, mas sempre, resolvendo eles na verdade, sem prejudicar ninguém mais. Se beneficiar, mas sem prejudicar os outros.
O pior de tudo, é que tem gente que se sente bem em trapacear os outros, em mentir, em ter duas mulheres, em ter dois homens (ou mais né), tem gente que realmente acha isso certo. Mentir, roubar, matar, não vêem nenhum problema nisso. Claro que matar, e trair o marido ou a esposa, não são as mesmas coisas. Mas se tu for pensar, ambas as coisas são feitas por pessoas sem respeito e sem o mínimo de noção de certo ou errado.
Esses dias eu estava pensando...
O que leva uma pessoa a mentir?
Sim, claro. Existem vários tipos de mentiras. E várias histórias para que elas aconteçam. Mas bem, porque uma pessoa muitas vezes prefere mentir, ao dizer a verdade?
Dizem que sempre a verdade é melhor... Então?
Ah, sei lá. Tem horas, que a mentira é mais fácil... Da uma vontade de mentir. Uma vontade de chegar e dizer: “Quer saber? Todo mundo mente, porque eu também não?”. Mas eu acho que ser sincero e honesto, é uma coisa que nos diferencia dos outros seres. Pode ser uma coisa ridícula e pequena. Pode. Mas bem, faz toda a diferença. Ridícula não, e se formos pensar, nem pequena é. Já é uma grande coisa tentarmos ser sinceros, e maior ainda se conseguirmos.
Caramba, tem tanta gente que mente né?
É difícil encontrar hoje em dia, alguém que a gente saiba que pode confiar cegamente. Claro que tem pessoas assim. Mas é difícil de encontrar alguém que tu saiba que pode confiar, rapidamente. Geralmente, a gente demora um pouco mais pra descobrir, e mesmo assim, a gente se surpreende às vezes.
E... Será que se perdoa uma mentira? Dependendo da mentira, da pessoa e porque mentiu.
Sempre procuramos fazer o que é certo, não é? Eu pelo menos sim.
Acho que a mentira é uma forma de tentar esconder o que fizemos de errado, e nós queremos esconder de nós mesmos. Porque vemos que erramos, e não queremos assumir. Preferimos mentir. Se achássemos que o que nós fizemos foi certo, não mentiríamos, diríamos a verdade, porque não teríamos porque esconder aquilo que achamos certo.
Então, acho que o melhor de tudo é nós pensarmos antes de fazer as coisas, tentar fazer as coisas certas, para que a verdade seja a coisa certa. Mas mesmo que a verdade for a pior coisa, não vale a pena mentir, diga a verdade sempre.
Quando eu confio muito em alguém, eu confio totalmente. Não consigo confiar pela metade. Não consigo mesmo. Se eu não confio totalmente, é porque eu não confio de verdade. E eu confesso que misturo um pouco as coisas. Muitas vezes, por uma pessoa ser querida, legal e tudo mais, eu acho que essa pessoa também é super confiável, e saio falando sobre os meus sentimentos e sobre as coisas que eu penso. Nunca me aconteceu nada de ruim por confiar de mais nas pessoas, mas chega uma hora, que a gente vai encontrar alguém não confiável, então é melhor se cuidar.
Eu sempre espero das pessoas a verdade. Talvez porque eu acho que as pessoas esperem isso de mim, e isso que eu mostro pra elas. Sempre na verdade. Pra mim isso é o básico dos básicos.
Às vezes a verdade pode ser uma coisa dura, ruim de encarar, claro que sim. A maioria das vezes é assim. Se não, nem teria porque as pessoas mentirem, né? As pessoas mentem para ocultar a verdade, esquecer da verdade, não encarar a verdade. É muito difícil acreditar que um sonho acabou, que um amor foi destruído, simplesmente findou, ou então que aquela pessoa que você mais confiava, não merecia sua confiança. Nossa, isso é horrível. Mas daí, isso já sai um pouco da verdade, e vai para a realidade.
Realidade... Isso também, é bem difícil de aceitar e viver. Quem dera a gente poder viver a vida se iludindo. Seria bom, se um dia nós não tivéssemos mais que voltar para a realidade. Mas a gente tem que voltar pra a realidade e encarar nossos problemas, até porque, se nós não tivéssemos problemas, pra que iríamos viver? Nossa vida seria monótona, sem graça e teríamos tudo em nossas mãos. Tudo. E será que nós conseguimos dar conta de tudo em nossas mãos? Acho que não. Por isso, cada um com os seus problemas, resolvendo eles, se preocupando com eles, mas sempre, resolvendo eles na verdade, sem prejudicar ninguém mais. Se beneficiar, mas sem prejudicar os outros.
O pior de tudo, é que tem gente que se sente bem em trapacear os outros, em mentir, em ter duas mulheres, em ter dois homens (ou mais né), tem gente que realmente acha isso certo. Mentir, roubar, matar, não vêem nenhum problema nisso. Claro que matar, e trair o marido ou a esposa, não são as mesmas coisas. Mas se tu for pensar, ambas as coisas são feitas por pessoas sem respeito e sem o mínimo de noção de certo ou errado.
Esses dias eu estava pensando...
O que leva uma pessoa a mentir?
Sim, claro. Existem vários tipos de mentiras. E várias histórias para que elas aconteçam. Mas bem, porque uma pessoa muitas vezes prefere mentir, ao dizer a verdade?
Dizem que sempre a verdade é melhor... Então?
Ah, sei lá. Tem horas, que a mentira é mais fácil... Da uma vontade de mentir. Uma vontade de chegar e dizer: “Quer saber? Todo mundo mente, porque eu também não?”. Mas eu acho que ser sincero e honesto, é uma coisa que nos diferencia dos outros seres. Pode ser uma coisa ridícula e pequena. Pode. Mas bem, faz toda a diferença. Ridícula não, e se formos pensar, nem pequena é. Já é uma grande coisa tentarmos ser sinceros, e maior ainda se conseguirmos.
Caramba, tem tanta gente que mente né?
É difícil encontrar hoje em dia, alguém que a gente saiba que pode confiar cegamente. Claro que tem pessoas assim. Mas é difícil de encontrar alguém que tu saiba que pode confiar, rapidamente. Geralmente, a gente demora um pouco mais pra descobrir, e mesmo assim, a gente se surpreende às vezes.
E... Será que se perdoa uma mentira? Dependendo da mentira, da pessoa e porque mentiu.
Sempre procuramos fazer o que é certo, não é? Eu pelo menos sim.
Acho que a mentira é uma forma de tentar esconder o que fizemos de errado, e nós queremos esconder de nós mesmos. Porque vemos que erramos, e não queremos assumir. Preferimos mentir. Se achássemos que o que nós fizemos foi certo, não mentiríamos, diríamos a verdade, porque não teríamos porque esconder aquilo que achamos certo.
Então, acho que o melhor de tudo é nós pensarmos antes de fazer as coisas, tentar fazer as coisas certas, para que a verdade seja a coisa certa. Mas mesmo que a verdade for a pior coisa, não vale a pena mentir, diga a verdade sempre.
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